domingo, 1 de agosto de 2010

Julgado pela capa!

Essa é dirigida para os meus alunos e seus assemelhados...

Sim, meus amigos: aparência é tudo! Somos julgados pela capa, contracapa e folha de rosto. Ninguém chega a ler o "conteúdo", se achar alguma coisa ruim.

Há alguns anos, havia um estagiário trabalhando comigo. Seu nome não vem ao caso, mas nós o chamávamos de "Wolfgang", por causa do filme "Amadeus", no qual, o personagem principal (fazia o papel de Wolfgang Amadeus Mozart) tinha uma rizada muito estridente.

O nosso Wolfgang era uma ótima pessoa e um profissional muito dedicado, porém, sua aparência causava certo "desconforto", para ser educado. Ele vivia com um cabelão ensebado e desgrenhado, vestindo-se totalmente informal. Muitas vezes, ele vinha trabalhar com uma Jardineira (um tipo de macacão semi-aberto), sem camisa por baixo! E, quando abria a boca, só saiam gírias. Por essas e outras atitudes, ele não era levado a sério.

Como eu era o seu chefe, o chamei para conversar e expliquei que, no nosso meio (TI), aparência era o que as pessoas viam em primeiro lugar. Eu lhe disse que em outros meios, como Web-design, por exemplo, a aparência "alternativa" poderia até fazer sucesso. Mas, como analista de sistemas, isso assustava os potenciais empregadores. Depois de algum tempo, ele começou a mudar sua aparência, seu comportamento e seu linguajar, tendo conseguido ótimas oportunidades de trabalho.

E isso continua a acontecer... Muitas vezes, quando converso com jovens estudantes, me sinto como se estivesse em outro país! Não consigo mesmo entender o que eles dizem. Eu achava que era a diferença de idade, mas não é. Então, gostaria de dar alguns conselhos a essa juventude que está para entrar no mercado de trabalho.

Gente, o que significa "aparência"? É tudo o que as pessoas percebem em você nos primeiros 10 minutos de conversa. Sim, 10 minutos são suficientes para aprovar ou condenar eternamente um profissional. É um misto de modo de vestir, asseio pessoal, modo de cumprimentar e de falar. É assim que você será julgado.

Uma vez que seu interlocutor tenha "filmado" você, o que acontece em menos de 10 minutos, será muito difícil mudar a imagem que ele tenha armazenado. Ele vai julgar e classificar você e pronto!

E de nada adianta usar camisa e tênis Nike, se você não tiver uma boa dicção. Sabe o que é isso? É a sua pronúncia e seu vocabulário comum. As vezes, no metrô, fico prestando atenção à conversa de alguns jovens e só ouço: "aê... ô... pô...", associados a inumeráveis gírias e palavrões.

E, ao contrário do que muita gente pensa, isso não é relacionado a classe social e nem nível cultural. É um vício dos jovens, talvez surgido nos bailes funk ou nas boates.

Além da vestimenta e dicção, tem também a atitude... Arrogância, por exemplo, é mal vista pelos outros.

Você, que está entre 20 e 25 anos, deve começar a repensar sua aparência. Deve começar a falar direito, se vestir direito e ter atitudes corretas, se deseja arrumar um emprego ou começar uma carreira. É chato ler isso, eu sei, mas alguém tem que dizer.

Você compraria um livro com a capa suja, ou rasgada? Você frequentaria uma lanchonete com baratas passeando no balcão? Não? Então é exatamente a imagem que você está passando para os outros.

Sugiro que leia o livro: "Broken Windows, Broken Business", de Michael Levine, sobre a importância das pequenas coisas.

Certa vez, entrevistava candidatos a estágio de programador. Havia um cara muito esperto, com boa dicção, e que sabia razoavelmente das coisas. Porém, seu cabelo parecia um tanto ensebado e sua barba estava por fazer. Eu o rejeitei para a vaga, mesmo sem entender direito o motivo. Mas agora é claro: se ele não cuida dos detalhes de sua aparência, o que dirá do seu trabalho? Sim, uma janela quebrada e não consertada, passa a ideia de desleixo.

E muitos adultos (e corôas) sofrem com os mesmos problemas: falta de cuidado com a aparência, problemas de dicção e de postura.

Infelizmente, se não gostamos de um detalhe na capa de um livro, não o leremos para saber se é bom. Da mesma forma, você tem 10 minutos ou menos para convencer as pessoas. Se tiver uma boa aparência, demonstrar higiene, boa dicção e educação, pode ser que seu interlocutor queira conhecer o seu "conteúdo", lhe dando uma chance maior.

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