sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Parabéns para todos

Lí no jornal agora cedo que a OAB está investigando os dois advogados que foram presos, acusados de passarem informações de traficantes para as quadrilhas que atormentaram o Rio de Janeiro.

Este é um ótimo sinal, pois eu tinha medo que o corporativismo fosse mais forte. Porém, agora sinto que estamos todos unidos para acabar com a bandidagem. A Justiça também está de parabéns, ao agir tão rapidamente. Mandaram prender a esposa, a amante e os dois advogados dos traficantes, além de transferi-los para longe e proibir visitas íntimas. Muito bem!

Agora, quem está de parabéns mesmo é a PM do Rio, em especial o Bope, que lavou a alma dos Cariocas ao fazerem aquele bando de covardes correrem desesperados. Entraram na Vila Cruzeiro, cercaram o Alemão e vão continuar "espremendo" esses desgraçados.

É claro que a turminha do pó deve estar se sentindo prejudicada. Porém, quando começaram a incendiar seus carrões, eles ficaram quietos.

Por falar nisso, ouviu alguma "ONG" se manifestar? Cadê os defensores de bandidos e de desordem pública? Estão encolhidos porque sabem que a população não tem mais paciência com esta situação.

O Rio está virando uma página.

Quem é o culpado pela situação do RIo de Janeiro?

Muitos alegam que o problema do Rio de Janeiro é a "violência". Eu gostaria de perguntar a vocês: "violência" existe? Não? Então tem alguém por trás da "violência", certo?

E quem será? Será que são os policiais corruptos? Será que são os Juízes, Desembargadores e Ministros que vivem soltando criminosos? Será que são os Deputados e Senadores, que se recusam a "endurecer" a Lei? Será que é o traficante? Quem será?

Na verdade, o único culpado é você, que é usuário de drogas! Sim, você mesmo! Você que sai na passeata pela liberação da maconha! Você que condena a violência e depois vai cheirar um pó! Você mesmo, que adora fumar um baseado com os amigos! Você, desgraçado consumidor de drogas, é o único culpado pela "violência".

Se não fosse você, que faz fila na boca-de-fumo, os traficantes não teriam tanto poder.

O que deveria ser feito é a criminalização do usuário de drogas, que deveria ser equiparado ao traficante. Afinal de contas, pesquisas mostram que todo usuário de drogas é também traficante, pois precisa sustentar o vício.

Antes de cheirar sua carreirinha ou fumar seu baseadinho, seu desgraçado, pense que a próxima vítma da "violência" pode ser seu Pai, sua Mãe, sua Filha ou Filho, ou até mesmo o seu carro, seu idiota!

Temos que iniciar uma campanha pela equiparação do usuário de drogas ao traficante!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Liberdade de escolha

Outro dia me vi em uma discussão muito interessante sobre o uso ou não de software livre. É uma discussão quase religiosa, que quase sempre acaba em insultos pessoais.

Na verdade, o assunto começou quando uma pessoa me perguntou sobre a última versão de um aplicativo de escritório (2010) e eu disse que não conhecia. Ele perguntou: não baixou? E, ao invés de responder à mesma lenga-lenga que eu digo sempre (que eu sou contra a pirataria etc), simplesmente disse que prefiro o BrOffice.org, que é livre.

Bastou isto para começar uma discussão febril sobre as vantagens e desvantagens do uso de software livre. Por pouco não saiu porrada! Do editor de textos a briga partiu para o sistema operacional, aumentando a temperatura cada vez mais.

Conforme eu já mencionei em vários textos, eu não sou XIITA (aliás, XIITA é a MAACACA DO TAARZAN!) Eu apenas gosto de ter a liberdade de escolha. Simples assim.

Houve um tempo no qual havia muita liberdade, pois tínhamos: Lotus-1-2-3, Word Perfect, Quattro-Pro, Turbo Pascal, dBASE III etc. Depois, como várias destas empresas foram decaíndo, só nos restaram os produtos da Microsoft, empresa que muito respeito e admiro.

O motivo é que estes produtos eram fornecidos por empresas privadas que, no mundo frenético do capitalismo selvagem, foram sendo fechadas, adquiridas ou mudaram sua linha de produtos. Seja como for, nos deixaram órfãos.

Com o sucesso do Linux, outros softwares livres começaram a despontar e arrebatar usuários. Assim, hoje em dia, é perfeitamente possível ser feliz sem usar um único produto fornecido pela Microsoft. Por exemplo, eu uso Linux Ubuntu, BrOffice, Firefox e não quero saber de outra coisa. Mas, se você usa Microsoft Windows, Microsoft Office e Microsoft Internet Explorer, tudo bem! Pelo menos nós tivemos a liberdade de escolher.

É esta a grande vantagem do software livre: nos dar a liberdade de escolha. É claro que podemos ter essa liberdade com o Mac, da Apple. Mas, ao invés de dois sistemas operacionais, podemos escolher entre três: MS Windows, Mac OS e Linux! Que beleza!

O que o movimento do software livre vem fazendo é exatamente aumentar a nossa liberdade de escolha. Há algum tempo, a discussão que motivou este artigo seria impossível, pois o Linux era apenas coisa de "nerds" e não havia alternativa saudável ao Microsoft Office.

Hoje, até mesmo pessoas de fora da área de TI optam pelo uso de software livre. Fui dar um laptop de presente para a minha esposa e ela só fez uma única restrição: tem que rodar Linux! O motivo? Pega menos virus e dá menos problemas. Tudo bem, esta é a opinião dela como usuária.

Agora, imagine um mundo onde os cavaleiros do direito autoral tenham total domínio. Imagine se eles conseguissem "cassar" o Linux e o BrOffice (cara, o Direito foi criado pelo Demo! Nunca o subestime!) Você teria duas opções: vai comprar o MS Office à vista ou parcelado?

A única liberdade que não temos é a de usar programas protegidos por direitos autorais, sem remunerar o detentor destes direitos, pois isto é crime. Você não precisa piratear! Tente rodar um Linux com Live CD e veja que você tem escolha!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Google TV - A TV do "De volta para o futuro 2"

Lembra do filme "De volta para o futuro 2"? O filho do McFly usava uma TV gigantesca, comandada por voz, na qual ele dividia as partes e montava canais ao seu bel prazer?

Pois é... Já está disponível: Google TV !

Agora sim! A TV realmente entrou no século XXI. Não estou fazendo propaganda da Google, mas sempre que ela entrou em um negócio, o revolucionou. Foi assim com a pesquisa na web, com o email etc.

Para mim, existem duas empresas "quebradoras de paradigmas": Apple (com Steve Jobs) e Google. Porém, creio eu, a Google é mais forte.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Educando em um novo milênio

Gente, já pararam para pensar na educação que estão dando aos seus filhos? Eu fico me questionando o tempo todo... Não é apenas ensinar bons modos, o que a TV e a Internet estragam, mas educar no sentido mais amplo, preparando-os para a vida adulta.

Eu sou de um tempo onde o futuro se definia em algumas coisas básicas:
1) Fazer os deveres para poder ver Televisão;
2) Estudar para cursar Engenharia na UFRJ;
3) Fazer concurso para o Banco do Brasil;

Hoje, nossos filhos estão muito mais informados do que nós, e a sociedade mudou completamente.

Para começar, esqueça o ensino público... Devido aos vários sistemas de cotas, só entram para as instituições públicas (Pedro II, CEFET, Colégio Militar, UFRJ, UFF, UERJ etc) que se enquadra nos critérios.

Colocar seu filho em um colégio "conteudista" (diga-se: preparador para o Militar), é estressar a criança desnecessariamente.

É melhor dar a seu filho (ou filha) uma educação mais horizontal, que inclua atividades diversificadas, como: passeios, eventos culturais e trabalhos em grupo. Meu filho estudava em um colégio dito "conteudista" (o MEC deveria abolir essas prisões) e não tinha um só evento... Nem aula de arte existia!

Arte, música, esportes, cultura, tudo isso deve fazer parte da educação de um Jovem.

E quanto às más influências? Até quando você acha que terá controle sobre seus filhos? Gente, a má influência está dentro de casa! Sim, além da TV, temos a Internet, que está onipresente em seu lar. E não adianta tentar bloquear o acesso, pois seu filho não é burro! Ele vai na casa do colega e vê tudo.

Como fazer para nossos filhos não acabarem como os vários exemplos negativos que temos na mídia?

Eu não sei se estou certo, mas creio que a fórmula é a mesma: expô-los constantemente a atividades diversificadas, de preferência em família. Ir ao teatro, cinema, sair para passear na Praia, ou caminhada nos parques... Conversar com eles.

Você já levou seu filho a um museu? No início, o Jovem acha "um saco", mas, depois de um tempo, ele começa a descobrir outra realidade, que existe fora da Internet e do Tuíter!

Leve seu filho a uma peça de teatro, ou a um show de música! Tire-o do Pay-per-view, onde ele fica vendo lutas de vale-tudo, e leve-o para um show de música! Gosta de uma happy-hour? Seu filho também! Ao invés de ficar bebendo com seus colegas, marque uma happy-hour com seus filhos! Ao invés de ficar babando-ôvo no trabalho até tarde, vá para a casa e estude com seus filhos. Discuta os problemas do trabalho com eles! Eles são mais inteligentes e informados do que você pensa.

Esteja presente e ofereça aos seus filhos outras atividades.

Eu acho que a diversificação é a chave para povoar as jovens mentes com outras alternativas, evitando que caiam na estrada das drogas, promiscuidade e violência.

O Rio de Janeiro é uma cidade incrível e existem várias atividades que você ainda não fez com seus filhos! Cadastre-se no "Peixe Urbano" e aproveite as ofertas! Não faço parte da equipe do Site, mas estou aproveitando para oferecer outras atividades aos meus filhos.

domingo, 15 de agosto de 2010

Liberação dos jogos de azar no Brasil

Os chamados "Jogos de Azar" são proibidos no Brasil desde 1946.

Hoje, Domingo, li uma matéria na revista Época que falava sobre o Rio de Janeiro, uma cidade linda de morrer, porém sem infra-estrutura hoteleira à altura.

Sabe o que realmente daria um "boost" para a indústria hoteleira do Rio e também para o Turismo? A liberação dos Jogos de Azar! Aliás, por que são chamados "Jogos de Azar"? Por acaso existem "Jogos de Sorte"?

Na minha opinião, essa proibição é uma demagogia imbecil e completamente sem sentido, que somente prejudica a Cidade e o País.

Se não concordam, lembrem-se da quantidade de pessoas que perderam o emprego devido ao fechamento dos bingos. E por que?

Segundo a Wikipedia:

"A proibição dos jogos de azar no Brasil foi estabelecida por força do decreto-lei número 9215 de 30 de abril de 1946 assinado pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, sob forte influência de sua esposa Carmela Teles Leite Dutra, conhecida como "Dona Santinha", esta, por sua vez, influenciada pela sua forte devoção a Igreja Católica."

Nem sei se é totalmente verídica a história, mas a data e o nome do proibidor estão corretos.

Mas, passados mais de 60 anos desta proibição, quais foram os benefícios que ela trouxe? Por acaso diminui o número de viciados? A criminalidade? É claro que não.

Outro dia, estava em um Shopping da Barra, lotado de crianças, quando notei que havia uma loja de apostas do Jockey Club aberta. Nela, havia uma TV de LCD enorme, passando as corridas, e um monte de homens com jornalzinho na mão, apostando nos cavalos. Ora pois, isso não é "Jogo de Azar"? Por acaso a mega-sena é um "Jogo de Sorte"?

Essa demagogia só serve para subtrair os empregos formais, deixando milhões de trabalhadores sem emprego.

Um cassino gera milhares de empregos diretos e indiretos, imagine 100 cassinos! E por que não? Imagine a Praia de Botafogo, uma das mais lindas do mundo, despoluída e com vários hotéis de luxo e cassinos. Isso seria pior do que os morros cheios de traficantes?

É hora de dar um basta nesse erro histórico e revogar a proibição, permitindo, assim, que o turismo da Cidade e do País se recupere, gerando empregos, renda e melhorando a saúde e educação do Povo.

Ou então, continuemos vivendo no século XX, cultuando uma lei malévola, que tira empregos sem proporcionar algo em troca.

Pense bem: o que você, cidadão, ganha com essa proibição?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Qual é o propósito da morte de Sakineh?

Todos sabemos que a Iraniana Sakineh está na fila da execução no Irã. A princípio, deverá ser executada por lapidação, ou seja, enterrada até a cintura e morta por apedrejamento.

Mas, por que? Por adultério?

Sou contra a pena de morte, seja por qual motivo for. O Estado não tem o direito de assassinar seus cidadãos, e todos os estados que executam pessoas são ASSASSINOS.

Somente Deus pode dar e tirar a vida.

No caso se Sakineh, temos que tomar todo o cuidado para não ofender as pessoas adeptas do Islamismo. Porém, não posso me calar diante de tão grande atrocidade.

Será que Deus, seja por qual religião for visto, aprovaria tal barbaridade? Ora, Jesus, que é considerado um profeta pelos muçulmanos, perdoou Maria Madalena, por que Sakineh tem que morrer?

Será que é pelo seu "pecado" ou para desviar atenção dos outros problemas de seu País?

O ISLÃ é uma religião baseada no amor, no perdão e na fé. Existem muitas belas passagens e ensinamentos nele. Não acredito que ele tenha condenado Sakineh, sem uma chance de recuperação. Isso não é coisa de Deus, mas do Homem.

Porém, a execução de Sakineh, apesar de bárbara, não difere muito da execução de prisioneiros pelos Estados Unidos, por exemplo.

Graças a Deus eu vivo em um País que aboliu essa barbaridade típica da idade média!

Se você é contra o assassinato de Sakineh, assine a petição para poupar a sua vida: http://www.PetitionOnline.com/Ashtiani/

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Não vote com o intestino!

Caro leitor ou leitora: vote com a cabeça, pois sempre que votamos com outras partes do corpo, como o intestino, dá tudo errado.

Basta abrir o jornal e ver a quantidade de ocupantes de cargos eletivos que estão sendo acusados ou processados.

Político é igual à Mulher de César: não basta ser honesto, tem que parecer honesto! Infelizmente, quando não votamos com a cabeça, esta regra não é respeitada.

Para presidente, há três candidatos, todos com propostas diferentes entre si. Analise com calma e cuidado, pois os reflexos de sua escolha certamente cairão sobre você, sua família e seus amigos.

Para Governador, Idem.

Mas, para mim, o grande problema são os cargos do poder legislativo, como: deputados e senadores. Pois estes é que realmente possuem o poder de mudar as coisas. Como exigem menor quantidade de votos e, em certos casos são regionais, alguns candidatos criam "Currais Eleitorais", fazendo a cabeça (ou melhor, outras partes do corpo) dos eleitores.

Assim sendo, o Bem Na Lata inicia sua campanha educativa eleitoral: "Não vote com o intestino!"

domingo, 8 de agosto de 2010

Politicamente incorreto

Nós, que temos mais de x anos de idade, chegamos quase às lágrimas quando vemos os desenhos antigos, como: Pepe Legal, Dom Pixote, Corrida Maluca etc.

Há alguns anos, quando a TV à cabo surgiu no Brasil, todos ficamos maravilhados com o canal Cartoon Network. Porém, algum tempo depois, sua programação mudou, ficando mais voltada para adolescentes. Porém, o pessoal do Cartoon "se tocou" e criou o canal Boomerang, que mostrava os mesmos desenhos antigos. Felicidade total.

Porém, infelizmente, o Boomerang também mudou. Ficou igual a todos os outros canais de desenhos animados.

Agora, graças à Oi TV, eu descobri o canal ToonCast, que é exatamente o que o Cartoon Network e o Boomerang eram: um canal de desenhos! E passa aqueles desenhos antigos, que fazem a nossa alegria.

Para minha surpresa, não são apenas os corôas que curtem os desenhos antigos! As crianças adoram! Minha filha de 3 anos e meu filho de 14 anos são apaixonados pelo Tooncast!

Por que? Porque são politicamente incorretos! Não são aquelas coisas "pasteurizadas", cheias de mensagens políticas, que os canais passam atualmente.

É só comparar! Tente assistir os desenhos e programas infantis modernos, e depois assista um pouco de tom & jerry (antigo), pica-pau e Flintstones! Você não verá as mensagens subliminares que povoam os programas modernos. Apenas pura e simples violência gratuita, como todos nós gostamos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Honestidade elástica

Você já copiou um CD de música? Já baixou músicas MP3 da Internet? Já xerocou um livro? Já viu um filme pirata? Todas essas ações são corriqueiras hoje em dia. Muitas vezes as cometemos sem sequer nos dar conta do fato.

Hoje em dia, reclama-se muito da corrupção dos políticos, empresários e autoridades em geral. A corrupção é uma das maiores causas da falta de segurança nas grandes cidades, como o Rio de Janeiro. O tráfico só existe por dois motivos: porque alguém consome e porque alguém recebe propina.

Quase todos os dias, vemos situações no jornal onde a falta de honestidade de alguém causou diversos prejuízos à população. E não é só dos poderosos!

Um dia, conversando com uma pessoa que mora em comunidade carente, soube que ela tinha acesso a canais de TV a cabo que eu sequer sabia que existiam. Me interessei e aprofundei a conversa, descobrindo que ela não paga energia elétrica, água, TV a cabo, aluguel, condomínio, IPTU e imposto de renda. Também praticamente não paga impostos indiretos, pois consome a maioria das mercadorias providas pelos camelôs.

Perguntei-lhe se considerava-se uma pessoa honesta, apesar de todas essas irregularidades. Ela me respondeu que era pobre e que os políticos, que deveriam dar o exemplo, roubavam muito mais do que ela. Interessante. Para essa pessoa o exemplo tem que vir de cima.

Ao mesmo tempo, ela me disse que tinha que pagar a TV a cabo, o gás e o “pedágio” ao traficante que controlava a comunidade. Ela alimenta a economia obscura que sustenta a violência da cidade. Por que? Por causa da corrupção. É claro que esses senhores do mal são acobertados por autoridades estabelecidas.

Fato interessante foi constatar que a mesma resposta foi obtida de minhas conversas com estudantes de faculdades particulares. Eles copiam MP3, CD´s e assistem DVDs piratas. Quando lhes perguntei se consideravam isso desonesto, a resposta foi a mesma, ou seja, os políticos, que deveriam dar o exemplo, roubavam mais do que eles.

Pensei um pouco e comparei com uma experiência que tive no exterior, mais propriamente, na Suíça. Um amigo perdeu sua carteira em um trem. Nela havia cartões de crédito e uma boa soma em Euros. Ele reclamou no quiosque de achados e perdidos da estação e, depois de três dias, a carteira lhe foi entregue COM TUDO DENTRO! Eu comentei esse fato com um colega suíço e, para meu espanto, ele me disse que a população é educada para dar o exemplo.

Uma das conclusões a que chego é que nos países mais civilizados, apesar de também haver corrupção, ela é muito menor porque TODOS se consideram responsáveis pela manutenção das leis e pelos atos honestos. Ninguém usa a desculpa dos políticos corruptos para roubar.

E, quando praticamos as pequenas ações que descrevi no primeiro parágrafo (copiar CD etc) estamos ROUBANDO. Não há desculpa! Nem tente explicar! Eu sou radical? Bem, é melhor ser radical do que...

Outro dia surpreendi um conhecido instalando um pacote de automação de escritórios pirata em seu computador. Eu lhe perguntei se conhecia o BrOffice que, além de gratuito, permite salvar documentos em PDF. Ele disse que sim, mas que preferia o outro pacote. Eu lhe perguntei se sabia que estava infringindo a lei e a resposta foi a mesma: “os políticos blablablabla”. Até quando vamos usar essa desculpa?

Minha gente, honestidade começa de cima, de baixo e dos lados! Quando temos limites flexíveis para a ilegalidade, não podemos condenar os políticos corruptos, pois eles apenas esticaram um pouco mais seus limites. Temos que ter tolerância ZERO para CDs e DVDs piratas, música baixada irregularmente, livros xerocados etc. Temos que abolir esses pequenos abusos de nossa sociedade.

Além de desonestas, essas práticas levam ao desemprego, pois minam os lucros das empresas causando o fechamento de lojas, fábricas e produtoras. Estamos ajudando a afundar mais ainda a sociedade.

E temos que combater o uso de drogas. Quantas pessoas participam de passeatas contra a “violência” depois de fumarem um baseado ou cheirarem cocaína?

Só assim poderemos dar o exemplo aos políticos, empresários e autoridades corruptos

domingo, 1 de agosto de 2010

Julgado pela capa!

Essa é dirigida para os meus alunos e seus assemelhados...

Sim, meus amigos: aparência é tudo! Somos julgados pela capa, contracapa e folha de rosto. Ninguém chega a ler o "conteúdo", se achar alguma coisa ruim.

Há alguns anos, havia um estagiário trabalhando comigo. Seu nome não vem ao caso, mas nós o chamávamos de "Wolfgang", por causa do filme "Amadeus", no qual, o personagem principal (fazia o papel de Wolfgang Amadeus Mozart) tinha uma rizada muito estridente.

O nosso Wolfgang era uma ótima pessoa e um profissional muito dedicado, porém, sua aparência causava certo "desconforto", para ser educado. Ele vivia com um cabelão ensebado e desgrenhado, vestindo-se totalmente informal. Muitas vezes, ele vinha trabalhar com uma Jardineira (um tipo de macacão semi-aberto), sem camisa por baixo! E, quando abria a boca, só saiam gírias. Por essas e outras atitudes, ele não era levado a sério.

Como eu era o seu chefe, o chamei para conversar e expliquei que, no nosso meio (TI), aparência era o que as pessoas viam em primeiro lugar. Eu lhe disse que em outros meios, como Web-design, por exemplo, a aparência "alternativa" poderia até fazer sucesso. Mas, como analista de sistemas, isso assustava os potenciais empregadores. Depois de algum tempo, ele começou a mudar sua aparência, seu comportamento e seu linguajar, tendo conseguido ótimas oportunidades de trabalho.

E isso continua a acontecer... Muitas vezes, quando converso com jovens estudantes, me sinto como se estivesse em outro país! Não consigo mesmo entender o que eles dizem. Eu achava que era a diferença de idade, mas não é. Então, gostaria de dar alguns conselhos a essa juventude que está para entrar no mercado de trabalho.

Gente, o que significa "aparência"? É tudo o que as pessoas percebem em você nos primeiros 10 minutos de conversa. Sim, 10 minutos são suficientes para aprovar ou condenar eternamente um profissional. É um misto de modo de vestir, asseio pessoal, modo de cumprimentar e de falar. É assim que você será julgado.

Uma vez que seu interlocutor tenha "filmado" você, o que acontece em menos de 10 minutos, será muito difícil mudar a imagem que ele tenha armazenado. Ele vai julgar e classificar você e pronto!

E de nada adianta usar camisa e tênis Nike, se você não tiver uma boa dicção. Sabe o que é isso? É a sua pronúncia e seu vocabulário comum. As vezes, no metrô, fico prestando atenção à conversa de alguns jovens e só ouço: "aê... ô... pô...", associados a inumeráveis gírias e palavrões.

E, ao contrário do que muita gente pensa, isso não é relacionado a classe social e nem nível cultural. É um vício dos jovens, talvez surgido nos bailes funk ou nas boates.

Além da vestimenta e dicção, tem também a atitude... Arrogância, por exemplo, é mal vista pelos outros.

Você, que está entre 20 e 25 anos, deve começar a repensar sua aparência. Deve começar a falar direito, se vestir direito e ter atitudes corretas, se deseja arrumar um emprego ou começar uma carreira. É chato ler isso, eu sei, mas alguém tem que dizer.

Você compraria um livro com a capa suja, ou rasgada? Você frequentaria uma lanchonete com baratas passeando no balcão? Não? Então é exatamente a imagem que você está passando para os outros.

Sugiro que leia o livro: "Broken Windows, Broken Business", de Michael Levine, sobre a importância das pequenas coisas.

Certa vez, entrevistava candidatos a estágio de programador. Havia um cara muito esperto, com boa dicção, e que sabia razoavelmente das coisas. Porém, seu cabelo parecia um tanto ensebado e sua barba estava por fazer. Eu o rejeitei para a vaga, mesmo sem entender direito o motivo. Mas agora é claro: se ele não cuida dos detalhes de sua aparência, o que dirá do seu trabalho? Sim, uma janela quebrada e não consertada, passa a ideia de desleixo.

E muitos adultos (e corôas) sofrem com os mesmos problemas: falta de cuidado com a aparência, problemas de dicção e de postura.

Infelizmente, se não gostamos de um detalhe na capa de um livro, não o leremos para saber se é bom. Da mesma forma, você tem 10 minutos ou menos para convencer as pessoas. Se tiver uma boa aparência, demonstrar higiene, boa dicção e educação, pode ser que seu interlocutor queira conhecer o seu "conteúdo", lhe dando uma chance maior.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Give a little bit

Outro dia, estava em meu carro querendo entrar à esquerda. Olhei pelo retrovisor e vi que havia um outro carro, à minha esquerda, um pouco mais atrás. Com a seta ligada, coloquei o braço para fora e fiz um sinal de “ok”, pedindo passagem. A senhora que estava dirigindo, acelerou só para não me deixar entrar, me fazendo perder a rua. O pior é que ela parou alguns metros mais a frente, para entrar em sua garagem.

São fatos como esse que mostram claramente o egoísmo da maioria das pessoas... Esse egoísmo destrutivo, que nada acrescenta a quem pratica. Muitas vezes, a pessoa egoísta nem sempre “se toca” que está prejudicando o próximo.

Depois do fato que narrei, imediatamente começou a tocar a música do Supertramp, que me deu a ideia de escrever este artigo. Há nela alguns versos muito bonitos: “Give a little bit / I'll give a little bit of my love to you / There's so much that we need to share / Send a smile and show you care...”, que me lembraram a importância dos pequenos atos de generosidade desapegada, que, muitas vezes deixamos de fazer, por exemplo:

-Dar passagem, de vez em quando;
-Sorrir para um bebê;
-Deixar uma senhora sentar-se no seu lugar;
-Cumprimentar o Porteiro;
-Pedir licença para passar por entre as pessoas;
-Lembrar que os outros também existem;

É a velha história dos limites, ou seja, o seu direito acaba onde começa o do próximo.

No ambiente de trabalho também acontecem essas “leviandades”, que acabam corroendo a convivência pacífica entre colegas de trabalho. Por exemplo:

-Falando alto, especialmente ao telefone;
-Contando piadas ou falando palavrões;
-Deixando de dar atenção quando um colega está falando com você;
-Não respeitando o espaço dos outros, seja físico ou profissional;

Como sou gerente de projetos, pude observar o mal que essas atitudes egoístas causam ao trabalho, gerando discórdia e desconfiança entre colegas.

Ao mesmo tempo, vejo pessoas dando moedas para aqueles garotos que ficam fazendo malabarismo no sinal, ou então dando dinheiro para aquelas mulheres que ficam mendigando com bebês na rua. Talvez pensem que estão “limpando a sua barra”. Mas, na verdade, não estão ajudando, pois lugar de criança é na escola, e não jogando bolinhas para o alto nos sinais, e o ato de dar dinheiro só incentiva essa prática. E, quanto ao caso das mulheres esmolando com bebês, será que são filhos delas mesmo? E não seria melhor deixar o bebê em casa, pegando uma lavagem de roupa? Sempre dá para fazer alguma outra coisa. Ao dar a esmola, você está incentivando que ela leve criança para a rua.

Não precisamos “morrer na cruz” para mudar o Mundo...

Certa vez, a Floresta estava pegando fogo. Todos os animais corriam para se salvar, exceto um pequeno passarinho, que, apressado, voava em direção ao fogo e voltava, repetindo esse trajeto muitas vezes. O Leão, vendo a atitude do passarinho, perguntou: “Por que você está fazendo isso? Você pode morrer!” Então, o passarinho respondeu: “Eu estou levando água para apagar o fogo!” E o Leão retrucou: “Mas você é só um e não vai conseguir apagá-lo!” E o passarinho disse: “Mas estou fazendo a minha parte!”

Podemos mudar o mundo, um pouquinho de cada vez. Para isto, é preciso vencer a inércia e começar a tomar atitudes pró-ativas, que visem evitar estes rompantes de egoísmo sem sentido. Não precisa ser algo muito altruísta, como no filme: “A Corrente do Bem”, mas se nos programarmos e seguirmos à risca algumas diretrizes, podemos ser menos egoístas e mesquinhos. Porém, não devemos esperar recompensa por isto, pois ela virá a longo prazo.

A ideia é que uma só pessoa pode influenciar todo um grupo, que pode, por sua vez, influenciar toda uma comunidade. Como fazer isto? Comece com metas atingíveis:

-Toda semana farei pelo menos um ato pelo próximo!

Tente dar o lugar a uma pessoa necessitada, ou deixar que alguém passe a sua frente... Algo simples assim. No trabalho, tente ser educado e atencioso, e menos FDP, pelo menos uma vez por semana.

Após algumas semanas, tente aumentar as “generosidades” para duas vezes por semana.

Uma vez a cada semestre, tente fazer algo mais grandioso, como arrumar um emprego para uma pessoa necessitada, ou comprar o material escolar para o filho de uma pessoa carente.

Como eu disse antes, você nada vai receber por essas atitudes. Mas vai influenciar os outros e, quem sabe, fazer a sua pequena parte para mudar o mundo.

E deixe de ser animal: ceda a vez ao outro motorista!